terça-feira, 2 de abril de 2013

Material para o Professor: Projeto Corujas Itinerantes - Educação Infantil - "A Coruja - Símbolo da Sabedoria"




PROJETO CORUJAS ITINERANTES
EDUCAÇÃO INFANTIL E 1º ANO

MATERIAL PARA O PROFESSOR - EXPERIÊNCIA DO FILOSOFAR

TEMA: A CORUJA - SÍMBOLO DA SABEDORIA


OBJETIVOS: Levar o educando a pensar sobre os símbolos e seus significados e a investigar os diversos símbolos utilizados em nossa cultura. Promover a reflexão sobre a coruja como símbolo da Filosofia e a importância da reflexão filosófica em nosso viver como caminho para alcançar sabedoria.
CONTEÚDO: símbolos, significado, Filosofia, o pensar, sabedoria.




 INICIE A REFLEXÃO lançando a pergunta: “O que é um símbolo?” Procure fazer com que os alunos falem sobre a questão, dando exemplos e buscando formular um conceito claro. Se houver disponibilidade, os estudantes poderão ir à biblioteca ou ao laboratório de informática para essa parte inicial do estudo do tema, propondo-se uma pesquisa dirigida em sites indicados pelos professores responsáveis.
É preciso falar da existência de símbolos universais e locais. Utilize uma linguagem simples, para que eles compreendam, ou seja, diga-lhes que o símbolo pode ser a junção de letras ou desenhos que representam alguma coisa. Por exemplo:
Na imagem da enfermeira com o dedo indicador sobre os lábios, muito frequente em hospitais e ambulatórios, esse gesto significa a solicitação de silêncio no ambiente.
Outros exemplos: para nós da civilização judaico-cristã ocidental, o preto é a cor do luto, representando tristeza, saudade de quem se foi, enquanto que para alguns países orientais é o amarelo, pois a morte é um momento de alegria, em razão da libertação do corpo e da alma. A cruz, que representa o sofrimento de Cristo, é totalmente estranha para um canibal africano.

Símbolo é uma coisa cujo valor ou significado é atribuído pelos seus usuários. Este valor nunca é determinado pelas características físicas do objeto em questão, isto é, por suas propriedades intrínsecas, mas sempre por algo arbitrário que se torna convencional. Por exemplo, a palavra VER. Nenhuma destas letras, juntamente ou separadas, indica uma ação de visualizar algo (em francês se diz VOIR, em inglês, TO SEE etc.). O sentido faz parte da valoração coletiva sobre algo, é imaterial, mas é preciso que alguma coisa física represente o sentido, perpassando nossa experiência.

RETOMANDO O CONCEITO DE SABEDORIA 

      Exponha as ideias presentes no texto a seguir em linguagem e abordagem adequadas à faixa etária e ao desenvolvimento de seus alunos.
       Alcançar a sabedoria é a meta dos que praticam a reflexão filosófica. A sabedoria relaciona conhecimento teórico a um saber adquirido na prática. O homem sábio se distingue do erudito se vive de acordo com seu conhecimento e se sua vida é modelo de virtude e equilíbrio.
        De acordo com os filósofos estoicos, as características do sábio antigo são as seguintes: um aspecto fundamental era viver em harmonia com o mundo, as leis do cosmos repercutiam neles; imaginavam que o sábio era aquele que contemplava os astros no céu noturno e percebia em seu íntimo a ordem e a racionalidade do universo. 
       Num sentido mais contemporâneo, sábio é quem sabe viver em harmonia com a humanidade, compreendendo os outros seres humanos mesmo sem ter experimentado todas as situações do viver.
       Assim, podemos dizer que a sabedoria antigamente era entendida como o conhecimento intuitivo das leis que regem o mundo e que seu sentido hoje está voltado para a compreensão daqueles com quem se convive e daqueles que pensam e agem de modo diferente de nós. No cotidiano usamos o termo “sabedoria” para qualificar o comportamento das pessoas que se mostram equilibradas, que têm as virtudes da temperança ou moderação dos desejos e da prudência. O contrário da vida sábia seria a vida da pessoa que se submete às paixões ou a que implica em escolhas tolas, irracionais e inconsequentes.

A CORUJA - SÍMBOLO DA SABEDORIA
                                                 





















A ave de Athena ou Minerva é tida como o mais antigo símbolo da Filosofia.


       A coruja, símbolo da Filosofia, é a coruja de Athena, a deusa da sabedoria entre os gregos. Ela possuía uma coruja de estimação que permanecia sempre em seu ombro e lhe revelava as verdades invisíveis aos olhos. Essa coruja tinha o poder de iluminar o lado obscuro da deusa, capacitando-a a perceber toda a verdade e não apenas aquela parcela da verdade que podia discernir sem seu auxílio. Em função disso, a coruja ficou associada à deusa da sabedoria e tornou-se o animal símbolo da Filosofia porque esta, como sabemos, é a busca contínua pela sabedoria. Os romanos também cultuavam a deusa da sabedoria, e deram-lhe o nome romano Minerva.
      Os gregos consideravam a noite como o momento do pensamento filosófico e da revelação intelectual, e a coruja, por ser uma ave noturna, acabou representando essa busca pelo saber. Outros animais também foram usados em civilizações diferentes para representar a sabedoria, como a tartaruga para os chineses e o salmão para os celtas.
      Essa simbologia foi relembrada e fortalecida por Hegel, importante filósofo do século XIX, ao afirmar que, como a coruja de Minerva, que só levanta voo ao anoitecer, a Filosofia entra em cena quando já se desenrolaram os fatos (as ações dos homens durante o dia), quando então a reflexão sobre a história humana pode acontecer, possibilitando o exame e a compreensão do que ocorreu.
Existem outros símbolos que podem ser trabalhados como “símbolos da filosofia”. Vou citar aqui dois pássaros que podemos associar algumas de suas características às características do filósofo.






O Quero-Quero - Tem como principal característica ser o primeiro a dar o alarme quando algum intruso invade seus domínios. Defende seu ninho com esporões, atacando quem chegar perto. Da mesma forma o filósofo, defende suas ideias e busca com a mesma garra a sabedoria e a verdade. Como o quero-quero defende seus filhotes, nós educadores somos convidados a defender – protegerm - nossos filhotes – pequenos filósofos.





Beija-flor - A velocidade e a agilidade no voo são, sem dúvida, suas características mais marcantes. Única ave a parar no ar, e conseguir voar para trás, nos ensina que temos que ter clareza em nosso pensamento e argumentação. E, para encontrar a verdade, temos que ter a capacidade de nos distanciar dos problemas e do senso comum, e olhar de fora.



   BOM TRABALHO.

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